A classificação de custos como aliada das melhores práticas de gestão

 

Fonte: Shutterstock

Pouca gente se dá conta, mas existe uma relação muito próxima entre custos e gestão. Na verdade, quanto melhor o controle dos custos, maior a tendência de que as práticas de gestão sejam bem-sucedidas. Obviamente que o custo não é o único fator a ser levado em conta no planejamento e implantação destas boas práticas, mas ter seu controle em mãos ajuda bastante.

 

E uma das primeiras tarefas para controlar de perto um negócio é saber identificar os diferentes tipos de gastos e classificar os custos. É isso que nos vai permitir atribuir a cada área o real peso que ela representa no negócio. Seguindo este caminho, o primeiro passo é compreender a diferença entre custos, gastos e despesas, como vemos abaixo:

• Custo: soma de gastos com bens e serviços aplicados ou consumidos na produção.

• Gasto: desembolso associado à obtenção de bens, independente da finalidade.

• Investimento: gastos destinados à obtenção de bens de uso da empresa ou a aplicações permanentes.

• Despesa: gastos associados ao consumo de bens e serviços não relacionado a produção.

• Perda: bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária.

• Desembolso: pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço.

Com estas definições, fica claro que, tanto custo, como despesas, perdas e investimentos representam gastos. A questão é que, conhecendo-os, é possível controlar alguns, evitar outros e, ainda, minimizar o que for inevitável.

Parte do esforço de conhecimento é também a classificação dos custos em relação às suas ocorrências e controle. Por exemplo, os custos primários são aqueles relacionados exclusivamente com matéria-prima e MOD (Mão-de-Obra Direta). E assim por diante:

• Custos de Conversão ou Transformação: relacionados à fabricação, exceto a matéria-prima. Gastos realizados para transformar a matéria–prima em produto acabado.

• Custos de Fabricação: somatório de todos os custos incorridos pela indústria num dado período, isto é, somatório do custo primário aos de transformação.

• Custos dos Produtos Vendidos: correspondem aos custos dos produtos fabricados ajustados pela variação de estoque de produtos acabados, ou seja, é o custo dos produtos fabricados mais o estoque inicial de produtos acabados menos o estoque final de produtos acabados.

• Custos irrecuperáveis (sunk costs): são aqueles que já ocorreram e que não podem ser alterados por qualquer decisão atual ou futura, devendo ser ignorado na tomada de decisão. Ex.: Uma empresa adquiriu um equipamento, e por uma situação de mercado, este equipamento não pode ser utilizado. Este custo deve ser ignorado em uma nova compra de equipamento.

• Custo de oportunidade: representam a vantagem potencial de que se abre mão quando uma alternativa é escolhida em detrimento de outra.

Outra forma de controle de custos é o chamado custeio por processo, empregado quando a empresa produz muitas unidades do mesmo produto durante longos períodos. Quando os produtos são homogêneos, sem diferenciação e produzidos em escala, em processos contínuos de produção, os custos unitários de produção são iguais e podem ser obtidos pela simples divisão do custo total de fabricação pelo total de unidades produzidas.

Os conceitos em si são bastante simples, basta que o gestor se disponha a medi-los e acompanha-los para que o controle de custos seja bastante efetivo. Como resultado, ele terá uma visão mais clara de seu negócio, fundamental para que a gestão garanta os resultados esperados.

Valter Sanches é gestor da Franquia Jiva Guarulhos, especializada em soluções de gestão empresarial para pequenas empresas.

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