Dívidas e falta de gestão podem levar negócio à falência

 


Fonte: Dremstime / Terra

Gerir um negócio não é uma tarefa fácil, seja a empresa grande ou pequena e é por isso que se deve estar sempre atento às finanças. É necessário realizar o controle financeiro do empreendimento e sempre manter uma poupança para alguma dificuldade.

Acompanhe no artigo publicado pelo Portal de Conteúdo Terra, a opinião de especialistas sobre a gestão financeira do negócio e processo de falência.

 

Para a maioria dos empreendedores, o negócio é como um filho. Ele investe todo o amor e economias para que sua empresa cresça e dê certo. Admitir que um sonho fracassou e parar antes que tudo piore é um desafio para o empresário, afirma Dalton Viesti, coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios, de São Paulo.

O professor explica que, na maioria das vezes, a falta de controle financeiro é o que pode levar uma empresa à falência. “O empreendedor já começa errado quando não tem uma poupança para um momento de dificuldade”, afirma Dalton. “Sem dinheiro guardado, na primeira dificuldade ele recorre a empréstimos bancários e começa a se endividar ainda mais.”

Segundo Dalton, o empreendedor que se encontra nessa situação não deve pedir falência. “Ele deve sentar e rever seu modelo de gestão. Alguma coisa deve estar errada. Pode ser o preço, a saída do caixa, lucro, preço das mercadorias. Uma opinião externa também é de grande serventia. No entanto, ele deve ter cuidado ao contratar alguém para não entrar em mais dívidas.”

O grande problema do empreendedor é que, na maioria das vezes, ele não consegue ter pés no chão para enxergar esse primeiro sinal, que é crucial para os próximos. “Quando ele faz os cálculos e constata que deve três vezes o valor dos seus estoques, é hora de parar. Sem a matéria-prima e sem recursos para comprá-la, ele não conseguirá dar continuidade”, explica Dalton.

Questões legais

De acordo com Écio Perin Júnior, professor de Direito Comercial Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e advogado da Viseu Advogados, o próprio empreendedor pode fazer o pedido de autofalência. A partir desse momento, o único juro que vai correr nas dívidas acumuladas da empresa é o da taxa Selic, do Banco Central. Para fazer o pedido, o empreendedor precisa do auxílio de um advogado. “O empreendedor brasileiro, na maioria das vezes, espera que alguém demande uma ação de falência contra a empresa dele. São raros os casos em que a iniciativa parte do empreendedor”, afirma Écio.

Depois de pedir a falência, a Justiça fará a contabilidade dos bens da empresa e vai distribuir os valores entre os lesados. Segundo o advogado, na divisão os funcionários são os primeiros a receber os bens do empreendimento falido.

Depois de quitar todos os ativos, o empreendedor pode pedir o encerramento da falência. Feito o pedido, a empresa ainda fica passiva a novas cobranças por mais cinco anos. Se nenhum processo for aberto durante o período, a falência está oficialmente encerrada. Extinta as obrigações, o empreendedor pode abrir uma nova empresa.

Fonte: Portal de Conteúdo Terra

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