A capacitação contínua como aliada da competitividade no negócio das pequenas empresas.

Fonte: Shutterstock

Cerca de 90% das empresas brasileiras são pequenas e respondem hoje por aproximadamente 50% das carteiras assinadas no Brasil. Elas são responsáveis por um grande contingente de profissionais e, assim como as grandes empresas, dependem da qualificação deles para garantir sua continuidade em um mercado cada dia mais competitivo.

Mais que isso, se estas empresas começarem a investir em capacitação, além da sua sobrevivência, poderão ser parte importante da solução para o apagão de talentos que o Brasil vive atualmente. E parece que isso já começa a acontecer: segundo dados do Sebrae Nacional, são classificadas como micro ou pequenas empresas aquelas com até 99 empregados e faturamento anual de até R$ 1,2 milhão. Estas empresas, nos últimos anos, têm aberto os olhos para o diferencial competitivo dos investimentos em capacitação.

Hoje há várias alternativas de capacitação viáveis para estas pequenas companhias: associação a cooperativas, programas de capacitação de entidades do sistema S (Senac, Sesc, Sescoop, Sebrae), ferramentas de EAD (Ensino a Distância) e criação de universidades corporativas. A verdade é que hoje os processos de formação ou qualificação profissional podem ser realizados em vários âmbitos institucionais.

Há três grandes modelos de formação que podem ser adotados ou estimulados pelas empresas:

• Formação educacional/profissional inicial – organizada em programas de longa duração, é normalmente parte do sistema nacional de educação e da formação secundária. Aqui estão os cursos técnicos oferecidos em paralelo ao ensino médio;

• Formação profissional de inserção – é estruturada em programas específicos de qualificação, sendo orientada para jovens ou desempregados com dificuldade de inserção no mercado de trabalho;

• Formação profissional continuada – é destinada a trabalhadores ocupados, podendo ser realizada dentro das empresas. O conhecimento adquirido pode ser objeto de certificação concedida pela empresa ou por instituição pública ou privada.

No primeiro caso, temos um esforço de elevação da qualificação do trabalhador, muitas vezes associada a processos de formação de maior duração e complexidade.

No segundo, temos a formação realizada rapidamente, em geral através de treinamento específico no próprio exercício da atividade produtiva.

No terceiro caso a  empresa desenvolve competências nos seus colaboradores,  alinhadas com o seu planejamento estratégico, que garante a sua sustentabilidade no mercado.

A formação continuada, que é formada por processos formais de aquisição de conhecimento que modificam o escopo de conhecimento do trabalhador sobre os processos produtivos e de trabalho ou apenas pela atualização pontual deste conhecimento, restrito à adaptação do trabalhador a uma mudança pontual nestes processos.

Em todos os casos, o engajamento e preocupação dos profissionais com sua formação vão depender, e muito, do estímulo dado pelas empresas para isso. E todos saem ganhando.

Jane Meire Boaventura Menezes é gerente da Universidade Corporativa da Jiva, empresa especializada em soluções de gestão empresarial para pequenas empresas, e que atua no modelo de franquias.

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