Você sabe definir o preço ideal para ter um negócio rentável?

Precisando de ajuda para definir o preço ideal do seu produto? Uma coisa é certa: ele deve ser competitivo e rentável. Mas como descobrir isso?

Preparamos um guia completo para você acompanhar e definir adequadamente o preço ideal para o seu produto.

Quais são os componentes do preço ideal?

Custo de Mercadoria Vendida (CMV)

O CMV é a soma das despesas para produzir e armazenar a mercadoria até que ela esteja disponível para venda.

O termo “mercadoria vendida” é devido ao fato de que o custo só é apurado mediante a venda. Antes disso, o custo do produto é computado como estoque da empresa.

Listamos abaixo alguns componentes do CMV:

Valor unitário:

  • (–) Descontos
  • (+) IPI
  • (+) Substituição tributária
  • (+) Frete
  • (–) Crédito de ICMS/PIS/COFINS
  • (–) Crédito de IPI (indústria)
  • (+) Outros acréscimos

Exemplo

Como exemplo, considere que o resultado da expressão apresentada para um produto resultou em um CMV de R$ 50,00.

Para quem tem um sistema de gestão ERP, como a Solução Jiva, fica mais simples calcular o CMV porque todos os dados de que você precisa para apurar esse custo estarão presentes no lançamento da nota de compra.

Você só vai, então, precisar montar uma fórmula que mostre para o ERP o que você entende como o custo da sua mercadoria, acrescentando as variáveis de acordo com a realidade do seu negócio.

A Solução Jiva te permite calcular não apenas o CMV, mas cinco diferentes custos. Isso porque, dependendo do cliente e do seu objetivo, você vai usar um valor diferente. São eles:

  1. Entrada com ICMS
  2. Entrada sem ICMS
  3. Custo de reposição
  4. Custo variável
  5. Custo gerencial

Os custos de entrada com e sem ICMS são de natureza contábil, ou seja, você vai precisar deles para fins de valoração do estoque junto ao fisco e para apuração do Imposto de Renda. Mas, gerencialmente, para a tomada de decisão, é importante considerar também outros custos.

O custo de reposição, por exemplo, é o valor utilizado pelo comprador para saber qual o desembolso total previsto para repor a mercadoria, ou seja, para estimar o gasto com uma nova compra. Veja que, para essa decisão, não podemos utilizar o mesmo valor de custo apresentado ao fisco.

Com base no CMV, muitos gestores já precificam. Mas essa pode não ser uma decisão inteligente, se nesse cálculo não forem consideradas outras variáveis, como veremos a seguir.

Gastos variáveis (GV)

Gastos variáveis são todos aqueles vinculados efetiva, direta e proporcionalmente à receita de venda.

Alguns exemplos são:

Exemplo

Para prosseguir com o nosso exemplo, suponha que o gasto variável seja algo como 18% de ICMS, 9,25% de PIS/COFINS e 3% de comissão. Portanto, GV de 30,25% sobre o faturamento.

Em toda empresa, ao emitir as notas fiscais, os impostos estão sendo calculados conforme a legislação e, na Solução Jiva, esses dados ficam registrados e à disposição.

Quanto às comissões, a Solução Jiva também dispõe de funcionalidade específica para definir a melhor forma de comissionar os vendedores, seja uma comissão fixa, por nota, por vendedor, por produto, por tipo de negociação e até mesmo combinar essas formas. Dessa forma, é possível considerar precisamente a comissão dos vendedores na análise de rentabilidade e ter uma boa estimativa para compor o preço de venda dos produtos.

Além da comissão, é possível ainda registrar outros tipos de custos variáveis na Solução Jiva, a serem calculados sobre o faturamento.

Você pode acrescentar outros percentuais, que são armazenados historicamente. Ou seja, se você conseguir provocar uma redução nesses outros gastos variáveis, é possível inserir um novo dado para que essa redução seja considerada a partir dessa referência e não atrapalhe as análises históricas anteriores àquela data.

Margem de contribuição (MC)

A margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e o custo variável total de cada produto. É a parcela que sobra do faturamento, depois de descontados os custos (CMV) e os outros gastos variáveis (GV), com o objetivo de cobrir os gastos fixos (GF) e gerar lucro (L).

O gráfico abaixo representa de maneira mais simples esse conceito:

Gráfico de faturamento

Esse gráfico está presente na Solução Jiva. Nela, a margem de contribuição pode ser analisada de forma global, mas também por parceiro, por produto, por vendedor, por marca, por grupo, de forma a trazer dados relevantes para te ajudar na tomada de decisões.

Gastos fixos (GF)

Como dito, a margem de contribuição visa cobrir os gastos fixos e gerar lucro. Mas o que são esses gastos fixos?

Enquanto os gastos variáveis são aqueles relacionados diretamente ao produto, os gastos fixos não têm relação nem com a aquisição nem com a venda.

São os gastos que independem de aumentos ou diminuições do volume de produtos, como o valor pago pelo aluguel do imóvel em que funciona a loja da empresa. O valor do aluguel é o mesmo, independentemente do quanto a loja vendeu.

Para continuar o nosso exemplo, vamos considerar uma estimativa de gastos fixos (GF) de 6%.

Até mesmo nesse assunto, de maior complexidade, a Solução Jiva te apoia para que identifique com precisão o quanto do faturamento está sendo destinado para cobrir seus gastos fixos. É possível configurar a solução para filtrar exatamente quais são os gastos que o seu negócio considera como gastos fixos, sejam estes de natureza financeira ou contábil, como as depreciações.

Lucro (L)

O segundo componente da margem contribuição é o lucro, que é a parcela que extrapola o valor dos gastos fixos totais. A margem de lucro é a remuneração da empresa por todo o esforço em comprar, armazenar, vender, entregar e manter as suas operações, ou seja, é o percentual determinado pelo gestor do negócio para que este considere a operação rentável.

Em nosso exemplo, vamos considerar que o gestor definiu uma margem de lucro (L) de 3%.

Entendi. Agora, como definir o preço ideal?

Utilizamos exemplos em cada um dos componentes apresentados para simular de forma prática qual seria o preço ideal. Dessa forma, você pode utilizar o mesmo raciocínio, atualizando apenas os valores empregados em nosso exemplo para descobrir o valor adequado para o seu produto.

Vamos rememorar os valores determinados, agora que conhecemos os componentes do preço ideal para fazer o cálculo.

Sendo assim, temos:

CMV = R$ 50,00
GV = 30,25%
GF = 6%
L = 3%

Então, em nosso exemplo, o preço ideal é R$ 82,30.

Então, em nosso exemplo, o preço ideal é R$ 82,30.

Depois de definir o preço ideal, analise-o no mercado

Encontrar o preço ideal não é o fim desse processo! É preciso ainda analisá-lo no mercado. Observe o seguinte:

  • Esse preço é competitivo?
  • O cliente está disposto a pagar esse preço?
  • Esse preço é interessante para o seu negócio?
  • O que é possível otimizar para ser mais rentável?

A Solução Jiva também conta com um recurso que te ajuda nessa análise, chamado Negociação e Simulação de Preços. Nessa tela, é possível simular novos valores para cada um dos componentes do preço e ver, instantaneamente, qual seria o reflexo na sugestão de preço de venda, ou seja, qual é o preço de venda sugerido para que você alcance aquela margem de lucro definida.

Assim, fica fácil observar em qual ponto a empresa pode trabalhar para otimizar o seu preço e ser mais competitiva.

Recursos como esse são indispensáveis para tomar decisões conscientes, com controle total do reflexo de cada valor alterado. É por isso que, se você ainda não conta com um ERP ou possui um que não atende a essas e outras de suas necessidades, pode ser a hora de implantar uma solução que te ajude a nunca mais errar na definição de preços e, consequentemente, a garantir a saúde financeira da sua empresa.

Saiba como a Solução Jiva pode te auxiliar a aumentar o faturamento da sua empresa e ajustar os processos de trabalho do seu negócio segundo as melhores práticas de gestão. Confira este infográfico:

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