Mortalidade das empresas: conheça as razões pelas quais as empresas fecham

A causa da mortalidade das empresas passa a ser uma preocupação constante após abrir uma empresa. O motivo desse receio é revelado por pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o fechamento de empresas já supera a abertura de novos empreendimentos no Brasil.

Em um primeiro olhar, a principal razão das empresas fecharem é óbvia: falta de dinheiro. Porém, maus indícios começam a aparecer bem antes do colapso financeiro.

Levantamos aqui as 5 principais razões que levam à mortalidade das empresas e nas quais você deve ficar de olho para não acontecer com o seu negócio.

As razões que levam à mortalidade das empresas

1. Falta de planejamento

Um plano de negócios pobre ou inexistente é uma das razões da mortalidade das empresas. Um planejamento eficaz define os objetivos do proprietário da empresa e formula um roteiro para atingir essas metas. Ele deve identificar o mercado, nichos especiais, necessidades dos clientes, projeções de vendas, estratégia de preço, indicadores de acompanhamento, entre outros pontos.

Quando se trata de crescimento, ele também precisa ser planejado. O melhor lema ainda é “devagar e sempre”.

Crescimento previsível é muito melhor que saltos abruptos e picos de volume. Correr atrás de qualquer negociação é com certeza um mau caminho e empresas que fazem isso geralmente tornam-se menos seletivas a respeito de clientes e produtos, o que acaba por drenar os lucros.

2. Motivação errada

Apesar da paixão ser extremamente importante para tornar um negócio bem sucedido, infelizmente, esse sentimento por si só não é suficiente. Gerenciar o negócio envolve capacidade de planejamento, organização, controle dos processos, coordenação de pessoal, além de grande atenção aos detalhes que dizem respeito às questões burocráticas.

Abrir uma empresa apenas por paixão também pode significar um negócio não muito rentável. Ainda que você consiga gerar muita atividade, os lucros nunca se materializam o suficiente para sustentar o crescimento de uma companhia em desenvolvimento. Portanto, antes de abrir a empresa, é preciso fazer uma ampla pesquisa de mercado.

3. Falta de experiência e entendimento do mercado

Não entender o mercado e ter pouca experiência são motivos relevantes que aumentam o risco de mortalidade das empresas. Para que seu negócio não corra o risco de fechar, você precisa saber responder claramente às seguintes questões:

  • Quem são seus clientes?
  • O que você faz para atingi-los?
  • O seu produto ou serviço é sazonal? Se sim, quais as estratégias para baixa temporada?
  • Quão leais seus clientes potenciais são ao fornecedor atual?

Esperar que o que deu certo no passado vai funcionar para sempre também é um erro comum. É sempre importante confrontar os fatores que levaram ao seu sucesso. Pergunte-se: você ainda pode fazer as coisas da mesma maneira, apesar das novas exigências do mercado e das mudanças de época? O que a sua concorrência está fazendo de diferente? Quais novas tecnologias estão disponíveis? Avalie tudo isso antes de tomar decisões.

4. Capitalização errada

Ao configurar o orçamento inicial, o empresário não pode subestimar despesas, como custos de materiais, mão de obra ou utilitários. Um erro comum é o empresário acreditar erroneamente que a empresa começou a se pagar, muito antes disso realmente acontecer, resultando em fuga de capital e endividamentos impagáveis.

Além disso, você precisa ter caixa suficiente para tocar a empresa nos primeiros seis meses ou mais, antes do negócio começar a dar lucro. Do contrário, suas perspectivas de sucesso não serão boas. Ao fazer o cálculo de quanto você vai precisar, considere tanto os custos do negócio quanto os da sua vida pessoal.

Para estar no controle do seu negócio, é fundamental ainda saber o que está se passando na empresa, com números corretos e atualizados sobre, por exemplo, o valor de seus ativos, passivos, receitas, custos e despesas, rentabilidade, lucratividade e produtividade da mão de obra.

5. Dependência excessiva de um único cliente

No início, pode parecer ótimo ter um grande cliente e é compreensível que você não queira abrir mão dele. Afinal, no momento da abertura de uma empresa, um grande e fiel cliente significa muito para o negócio.

Mas não é aconselhável ficar dependente de um só cliente. Ele pode não ser tão fiel quanto você espera. Muito cuidado ao ter um cliente tão grande que perdê-lo significaria fechar a empresa! Para não correr esse risco, o recomendado é que sua empresa tenha uma base grande de pequenos clientes em vez de uma base de poucos clientes muito expressivos.

Leia também o artigo “Falta de uma boa gestão está entre principais causas de fechamento das pequenas empresas” e descubra qual é a melhor decisão para pequenas empresas fugirem da mortalidade.

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