Fluxo de caixa: 3 passos para não errar

25/ago/2017 - JIVA GESTÃO EMPRESARIAL

Antes de saber como fazer fluxo de caixa, é importante saber exatamente ao que o termo se refere: trata-se da projeção das entradas (a receber) e saídas (a pagar) em um determinado período, que leva em consideração o saldo das contas, indicando qual será o saldo final.

Esse é um controle financeiro que não diz respeito ao lucro e, sim, à quantidade de dinheiro que entra e sai do seu negócio. Dessa forma, se o saldo for positivo, significa que há uma previsão de recebimentos maior que a de pagamentos. Caso contrário, a empresa está gastando mais do que recebe.

Por que é importante saber como fazer fluxo de caixa?

O fluxo de caixa oferece uma visão ampla da saúde financeira do negócio, mas muitas empresas acreditam que essa análise é desnecessária e acabam negligenciando-a. No entanto, essa é uma análise muito importante. O empresário que utiliza fluxo de caixa tem clareza da saúde financeira da sua empresa.

Por exemplo: a empresa tem uma previsão de vendas de R$ 10 mil e acaba vendendo mais e recebendo R$ 15 mil. A princípio, a impressão é de que o resultado foi excelente. Porém, ao avaliar as despesas no mesmo período, a empresa percebe que gastou R$ 19 mil em lugar dos R$ 9 mil de costume e, com isso, tem apenas R$ 1 mil de saldo na conta, ou seja, o saldo financeiro final acabou sendo de R$ 3 mil negativos.

Se os valores a receber, a pagar e o saldo de contas não estiverem registrados, fica difícil identificar se a empresa possui ou não uma condição financeira boa o suficiente para liquidar suas obrigações perante os fornecedores.

Em resumo, saber como fazer fluxo de caixa é importante para:

  • Antecipar-se a eventuais desequilíbrios financeiros;
  • Identificar oportunidades de aplicações e investimentos com sobras de caixa;
  • Negociar, em tempo hábil, menores custos na captação de recursos de terceiros;
  • Negociar maior prazo de pagamento junto aos fornecedores;
  • Fomentar vendas a vista e/ou com recebimento a curto prazo.

Abaixo, selecionamos 3 passos para fazer fluxo de caixa sem erros:

1. Lançamento das receitas

Nessa etapa, é preciso registrar as vendas previstas para os próximos meses. Lembrando que vendas à vista e a prazo devem ser separadas, provisionando cada parcela dessas últimas. É importante evitar otimismo nas provisões de receitas para evitar surpresas negativas e lembrar de considerar descontos, sazonalidades e um percentual de inadimplência.

2. Lançamento das despesas

Assim como nas receitas, nessa etapa é necessário provisionar todos os gastos que a empresa terá no período determinado, como compras, aluguel, salários, contas de água, luz, telefone etc.

3. Controle dos saldos de contas e conciliação

Mantenha o controle das contas que a empresa possui em registro interno (planilhas ou, de preferência, utilizando um sistema de gestão): contas bancárias, poupança, caixinha etc. Para cada despesa e receita registradas, é necessário referenciar a conta da qual o dinheiro vai sair ou na qual vai entrar. A conciliação das movimentações bancárias e o acompanhamento dos saldos de contas são essenciais para manter o fluxo de caixa atualizado e real.

Realizando esses 3 passos, monte agora o relatório de fluxo de caixa do período desejado: utilize o saldo inicial no período, adicione as receitas e diminua as despesas do mesmo período. Você terá um saldo final de contas e o resultado do fluxo de caixa.

Dicas extras

O ideal é que as projeções do fluxo de caixa aconteçam para um período mínimo de três meses. Normalmente, soluções de gestão já possuem esse relatório nativo, filtrando as informações automaticamente a partir dos lançamentos de receitas, despesas e saldo das contas. O fluxo de caixa permite que você tenha conhecimento da projeção do recebimento e dos pagamentos de um período determinado ou até mesmo em um dia específico.

Assim, é possível se antecipar a eventuais desequilíbrios financeiros. Por exemplo, uma vez que você sabe como fazer fluxo de caixa, você pode adiar despesas para períodos em que existam mais entradas em caixa, negociando com o fornecedor prazos e valores que se adequem melhor à realidade do negócio. O fluxo de caixa também ilustra se a empresa necessitará de captação de recursos de terceiros. Você se organiza em tempo hábil para buscar as melhores opções do mercado a fim de não cair no cheque especial e pagar taxas altíssimas pela captação de recursos imediatos.

E lembre-se: não misture pessoa jurídica com física. As contas da empresa não devem ser usadas para gastos pessoais, para saber mais sobre isso, leia também o artigo “Separação entre despesas dos sócios e da empresa”.

Ir para artigo: “Separação entre despesas dos sócios e da empresa”

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